terça-feira, 1 de maio de 2018

universos conectados



Toda vez que te toco, eu encontro mais de mim em você.
Estamos tentando nos manter distantes, porque hoje o que temos a oferecer é muito raso, mas a cada tentativa de afastamento, nossos espíritos se conectam mais e nossos universos abrem espaço, para essa luz que acende sempre que nos olhamos.
Quem sabe possamos conseguir conectar o cérebro ao nosso coração, e simplesmente seguir.
Vamos caminhando sem amarras, vamos pisando em solo infértil, porque tudo já foi dito e sentido e tocado.
Tocamos nossos corpos com tanta perfeição, e cada suspiro ou gemido foi sentido com exatidão.
Em algum momento nos misturamos nessa poção mágica do desejo e talvez do amor.
O amor que corre por medo, que segue em desespero por estar longe demais do desejo de permanecer, de mergulhar em um universo de areia movediça.
Sinto pena de nós, mas também uma espécie de gratidão, porque pude me conectar com uma força excruciante no mundo de alguém.
Quem hoje em dia consegue?
Por tudo que se foi, que é e ainda, por tudo que vai ser, eu desejo o seu olhar no meu, mais algumas incontáveis vezes, talvez por apego, necessidade física, ou simplesmente porque me sentir tocada por você, faz de mim alguém melhor.
Posso ser capaz de seguir sem você nos meus dias, mas gostaria muito de ouvir o som da sua gargalhada outra vez.
É bom sentir essa liberdade de estar, quando se quer, não por mera obrigação e sim porque estar junto, coloca nossas partes soltas no lugar e as que ficam faltando, nossa conexão faz existir.
Estou livre, mas essa liberdade me prende a você.

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